Na penumbra

Que me perdoe o dia
Mas eu louvo a noite
Que me perdoe o norte
quando me encaminho para o sul
Que eu me perdoe por esperar na penumbra
Pois não é dos bordados da noite que tenho medo
E sim que eles aí embaixo se acostumem a essa estranha escuridão
Então peço e dou perdão à minha espera
Enquanto aguardo, deste modo, que mais um ciclo passe e se renove
Enquanto aguardo por uma nova noite com o estoicismo das estátuas

Rodada 107

Fotografia: Roberto Abreu
Poema: Eliane França

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