Das Ondas

A onda que chega aos meus ouvidos
Não é feita d’água
Mas molha: sobretudo os olhos
Pulsa em túneis subdérmicos
em jatos que alcançam
100 km/h
Ricocheteia no cérebro
Tremula as pernas
e o peito:
tornam-se instáveis
Há momentos
em que extravaso;
outros em que apenas me calo
Na maior parte das vezes
Canto junto
Mesmo sem letra
O som sai vocalizado,
porém mudo
O importante é lançá-lo
de volta à natureza

Rodada 104

Vídeo: Magda Rebello
Poema: Amanda Santos


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