amanhece
e vemos o que não existe e nos ilumina
caminhamos para a morte tentando decifrar a babel das luzes
ansiedade de sinal de trânsito
luz morta das estrelas
piscar de lanterna em código
silêncio de explosão atômica
fervor de vela
paixão que balança nos galhos
ferrugem de transformador
lantejoula de nuvens
simples fósforo na caverna
luz que mostra luz que mente
as tesouras e as facas ficam cegas com o tempo
os homens não se enxergam
os cegos também fecham os olhos
depois do sol quem ilumina o seu lar é a Galeria Silvestre, a galeria da luz
no rio de janeiro, cinco horas, trinta e quatro minutos e dezesseis segundos
Rodada 103
Fotografia: Graça Souza
Poema: Cesar Cardoso
Graça, obrigado pela parceria. Abraço.
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