Campos dos meus outonos
Gostaria que fossem esses,
que misturam os amarelos
a tantos tons de verdes
Eu, sentindo-me aflito
por não ter mais conseguido
deitar-me sobre a relva
e aproveitar as horas que rezam
Os campos da primavera
coloridos por muitas flores
Neles sempre há a promessa
de muitas alegrias e poucas dores
Verão, a estação mais forte
Traz a canícula do Norte
Transforma todas as canções
em fogo, em água, em paixões
Dos outonos para o inverno
Frio que faz temer o inferno
parado, calado, deitado, mirado, trajado
com o meu mais fino terno
Sem cabular as aulas
que preparam para o eterno
a minha e as outras almas
Meus versos não são pessimismo
Aprendi o que vale a pena
quando ainda era pequeno
Em um dia de sol, é apenas isso
o que importa: sentir seu calor,
sem virtude e sem horror
Rodada 98
Fotografia: Graça Souza
Poema: Arthur Tavares Corrêa Dias
Versos lindos, imagens para se guardar.
Que dupla incrível.
As horas que rezam me pegou de jeito..
Estou sentindo as horas se arrastarem.
Parabéns, Arthur Tavares Correa Dias e Graça Souza.
“Eu, sentindo-me aflito
por não ter mais conseguido
deitar-me sobre a relva
e aproveitar as horas que rezam”
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São horas muito especiais, que nos abraçam e nos trazem Paz!
Muito obrigado pelo comentário.
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Belíssimo poema, linda imagem! Parabéns a dupla
Que bom que sua infância lhe proporcionou boas aprendizagens.
Meus versos não são pessimismo
Aprendi o que vale a pena
quando ainda era pequeno
Em um dia de sol, é apenas isso
o que importa: sentir seu calor,
sem virtude e sem horror
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As Naturezas, de dentro e de fora, são poderosas em nos ensinar.
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