Um pássaro na mata.
Um pássaro aguarda.
Com as próprias asas
o seu corpo abraça.
O dia lento acaba
O pássaro se prepara
Estão prontas as asas,
mas algo as afasta
Delicadas as cores,
as frias e as quentes;
o negro mais silente
e a silhueta das dores
A Calma da alma
acalma o pássaro,
que na mata se guarda
e rejeita as asas
Asas paradas
são lugares nunca vistos,
são cores não conhecidas,
são formas intangíveis
Aceita tuas asas, Pássaro!
Assim como aceitas formas e cores
Deixa que as asas voem,
Não importa o quanto doa!
Rodada 93 Invertida
Poema: Arthur Tavares Corrêa Dias
Fotografia: Márcia Magda Marcos
O voo é bem mais curtido depois do pranto. Amei.
CurtirCurtir
Nietzsche questionava a relação entre a dor e o aprender. Não defendia a mortificação, mas observava que um certo grau de dificuldade é necessário para crescermos. Usemos nossas asas sem ter medo delas!
Muito obrigado pelo comentário!
CurtirCurtir