O coração anda amolecendo, e não é por compaixão, dó ou covardia, nem por excesso de esforço ou frustrações reiteradas. Ele perde o vigor e anda curvado, quase encosta o chão, arrasta-se pesado nas cavidades do tórax, migra de lá para cá buscando solucionar uma claustrofobia que vem recrudescendo, percebe as reentrâncias do solo – o solo das vísceras – como nunca antes. Ele cheira seus próprios passos, quase engatinha colado à sua sombra. A tonteira se aproxima desse músculo avermelhado. Está despencando.
Rodada 33 Invertida
Texto: Vivian Pizzinga
Imagem: Pilar Domingo
Vivian HP, sempre na verve.
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MAS TÁ MUITO BOM!
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nossa q texto e imagens maneiras, fortes, estranhas, sugestivas… e meu coração está mais ou menos assim mesmo…
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vizinho, cuide bem do seu coração e evite o jet-lag!
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Adorei o Post, Parabéns!!!
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