Levíssima

Basta um palco
para inflar-se
sem que seja preciso
nenhum disfarce.

Bastam as luzes
e uma plateia
para sentir-se elevada
como uma ideia.

Basta um figurino
feito fantasia
para sonhar
em pleno dia.

Basta uma passagem
do mais fino vento
para flutuar
num só movimento.

Basta acreditar-se
capaz de
para equilibrar-se
num perfeito pas-des-deux.

Basta bastar-se
e já está suspensa
tão mais etérea
quanto mais intensa.

Rodada 31

Imagem: Fernanda Franco
Poema: Guilherme Preger

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