Sal
e que se esqueça
o aquecimento global.
Luz
e que sobreviva
apenas o que seduz.
E quando os corpos
começarem a suar,
que venham as vagas,
a brisa com o odor do mar,
para que seja sempre o Agora,
como as finas sensações
dos pés sobre a areia,
como o mais doce torpor
após o dia gasto em fogo
sem esperança alheia
ao mate gelado, ao
mini-biquíni da menina,
às linhas de passe com bolas
tão leves como a vida
é na praia abstraída
da correnteza das horas,
e, aspergida, a paz
envolva a nudez das peles
como um halo, uma aura
de morna umidade
destacando-se do arrebol.
Ela foi reencontrada.
O quê? A Eternidade.
É o mar que se foi com o
Sol
Rodada 22
Imagem: Marcos Sêmola
Texto: Guilherme Preger
Obrigado pelo presente sob a forma de palavras. Valeu, garoto!
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Adorei o Post, Parabéns!!!
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