Foco dinâmico

A lente não estava suja
A mão não tremeu
O véu saiu do cabide para o olhar
O foco saiu do lugar
As rotinas banais
Num flash, em milésimos
De segundo,
Reprogramam a rota
Do mundo.
A multidão some
Soma, chama
O palmilhar dinâmico

Só permite uma mulher
Ou Homem
A flecha que mira o todo
Volta na brecha do ser
Incomum
A flutuar no florescer
Em dias confusos
Buscam o nexo
O (a)nexo, o perplexo
Interno profundo
Em foco dinâmico mexe
O humano e perde sua forma
Mas assim busca a (re)forma
Que o impulsiona a veste.

Rodada: 109

Imagem: Anita Handfas
Poema: Bia Bertino

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