Nenhum lugar sentir que é o seu
Nenhuma cor refletir em seus olhos
O que havia em novo envelheceu
Os inícios comuns agora insólitos
No mundo, onde é melhor de se estar?
Nesses passados, futuros, presentes
Em armas, flores, liberdades, correntes
Eu procuro um lugar para habitar
Nessa procura olho para o longe,
tentando consertar muitos caminhos
Sem saber, de costas para onde
está tudo pronto a me esperar,
fico vasculhando antigos navios
que arrastam suas correntes pelo mar
Rodada 107
Fotografia: Walter Vinagre
Poema: Arthur Tavares Corrêa Dias