Delicadeza
Efemeridade
Essência
Origem
Momentos, instantes, cotidiano
Semente rompendo o solo
Orvalho em pele de bebê
Boca no seio cheio de leite
A primeira palavra balbuciada
Delicada, essa história delicada
Essa existência que acontece todo dia
Apesar de vontades ou angústias
E as camisolas do dia a dia
Emprenhando-se de sol e sonhos
Encobrindo dúvidas, ímpetos, riscos
Moldando, conformando a (im)permanência de ser…
Suave, muito suave…
O vento se encarregará
De secar gotas de esperança
Que porventura tenham pousado
No tecido fino das vidas novas
Rodada 107
Pintura a óleo: Regene Brito
Poema: Maria Emília Algebaile