Quando o mal cruza o seu caminho e te derruba, é difícil levantar. É como se você tomasse um soco no estômago sem saber o motivo. E enquanto a dor vem e te paralisa, você não para de pensar: “Mas porque tinha que ser comigo?”
Quando o mal cruza o seu caminho, você quer revidar. É como se jogassem uma bola para você e, por reflexo, não houvesse outra escolha a não ser pegar e jogar de volta. Com força, para machucar.
Quando o mal cruza o seu caminho, saiba quem você é. Não é como se você estivesse na frente de um espelho, pronto para reproduzir tudo o que vê. É preciso dar as costas e ir embora. Seguir.
Quando o mal cruza o seu caminho e desvia a sua rota, é preciso abrir os olhos e respirar. É como se você acordasse de um grande pesadelo e pensasse: “Ufa, que bom que não é verdade! Eu não sou assim”.
Quando o mal cruza o seu caminho, brilhe. Não se desencante. Seja como a lua cheia na noite escura, seja como a luz no fim do túnel. É preciso iluminar corações, abrir sorrisos e desbravar outros universos.
Rodada 105 Invertida
Texto: Rachel Jaccoud Amaro
Imagem: Patricia Cunegundes