Qual o desejo de mudança pode
trazer e sentir
a força violenta que nos sacode
e faz prosseguir?
Longuíssima manhã em nossas vidas
Nela eu aprendi
o valor para as coisas perdidas
Está além, ali,
em um monumento que construímos
sem exatamente
saber ou querer. Pode estar onde ruímos
e ser permanente
Eu prefiro deixa-lo sobre trilhos
para que não seja
estático. E tampouco esqueça
o fim e o início
Rodada 102 Invertida
Poema: Arthur Tavares Corrêa Dias
Fotografia: Fabio Giorgi