a linha que estranha
é a mesma que entranha
por isso há uma dupla linha
como trilha da única via-vida
a atravessar entre as vigas de um sujeito
onde há, não uma caverna
platônica,
mas um túnel que liga
a luz de um extranho
ao escuro de um sonho
Rodada 101
Fotografia: Lúcia Dias
Poema: Guilherme Preger