no círculo concêntrico do mundo
um rei de cobre nos fixa em seu olhar
onde o bem? o mal?
talvez ele desconheça
mas firme metálico se mantém
nós?
acreditamos em sua divindade
em alto mar
o navio de ferro enfrenta a tormenta
é o que rezamos a cada dia
guiados pela carranca infinita
não sabemos
do mundo em metal
tragado pelo vento espiral
simples barco de papel
dança seu adeus
no redemoinho da chuva pro bueiro
Rodada 97
Fotografia: Ana Pose
Poema: Cesar Cardoso