Uma flor na solidão dança
Orientação livre dos ventos
A dança mais imperceptível
Um ambicioso “florista”
Mãos de negligência
Comum, conhecida
De quem tira flores
De natureza insondável
Arranca-a num dia inesperado
Descansado de um passeio a cavalo
Após avistá-la
Deitado na grama
Queria-a no jardim da amada
Prontamente
Mas despercebeu-se
Do case de superação
Como ser tão desejada
Por simplesmente emanar a beleza
De ser a única flor de um verde largo?
Na solidão não mais, será o destino?
Recomenda um grande jardineiro:
“Replante só após estudo das condições
que mantêm a sua natureza.”
Tão difícil será essa flor selvagem
Num jardim estranho
Um cuidado especial
Para a beleza geracional
O milagre do seu nascimento na terra
Todo o espaço para a vida em realeza
Não mais…
Não mais…
O Jardineiro sobre essência natural:
“Ecossistema de si, solo, atmosfera.
Não esqueça as raizes.”
Raízes…
Do que sabe a ambição a cavalo?
Rodada 91
Fotografia: Lucia Dias
Poema: White Black Rose