Nem tudo que é prata reluz,
há que se buscar sua bruta
pedra, seu fosco infuso.
Nenhuma simetria
ou mandala ofusca
sua pedra bruta.
A par o ato
que cinzela ou que depura
o minério, sua inércia
opaca supera a captura
de seu valor, a transparência
do metal e sua usura.
O aparato não orna,
as pedras se usam.
Rodada 92
Fotografia: Patricia Cunegundes
Poema: Guilherme Preger