Na praça vazia, dois mundos se contrapõem.
Dois mundos se complementam.
Ela, conhecida andarilha, deixou filhos, um amor torto e lançou-se ao mundo. Abandonada ao álcool, pensa na vida que teve. Um monumento ao humano.
Do outro lado, alguém sem identidade, inerte na sua eternidade de pedra, celebra a vida desimportante sem significado para os que passam por ali. Um monumento à indigência.
Mas existe a praça, síntese da vida.
Na praça vazia , dois mundos se contrapõem.
Dois mundos se complementam.
Rodada 67
Imagem: Magali Rios
Texto: Maria Emília Algebaile