é preciso tocar a vida:
toque
com a ponta dos dedos
como o cego que segue
a senda de seus sulcos
e de suas escaras
por sua pele que pulsa
para perceber:
sua pele sua
não há onde se perder
nas dobras de sua superfície
Rodada 66 Invertida
Texto: Guilherme Preger
Fotografia: Magda Rebello