Fábula poética do quadrúpede e sua alfafa

Não comento nada do que vi e do que verei. Só como grama embora por aqui, não a veja, mas espera Passava por uma lojinha de vegetação rastejante e vi uma alfafa facilitadora. Estou meio que a olhando de esguelha, a porta está aberta e parece que o ajudante de quem manda está meio distraído olhando para uma porta com o retrato de uma gueixa japonesa. Vou entrar… As minhas quatro patas ou meus quatro cascos me denunciam toque – toque – toque – diz à reboque na cinematográfica cena de um quadrúpede entrando numa loja de gente bem pensante, passei pelo menino ajudante e fui tratando de fuçar aqui não, sem essa de açúcar – tenho diabetes, vou mais acola e vejo uma alface e pego- a escondo nas minhas crinas e ali bem mais no lugar verde encontro tapetes e uma banca de alfafa bem verdejante. Boto a boca no trompete já dizia Miles Davis e como prazenteiramente.

Post Extra

Imagem: André Calazans
Texto: Fernando Andrade

Deixe um comentário