Acordo com uma dor no ventre sob o olhar escuro da noite.
Meu coração acelera,
Meu sangue pulsa,
O suor emerge em todos os poros do corpo sedento de luz.
A noite avança sombria com seu hálito de mistério.
A dor aumenta e já não é possível suportá-la.
O suor molha o lençol marcando-o com a esperança.
De repente um líquido escorre anunciando a nova vida.
Eis que surge a palavra na sua forma mais frágil e tímida.
Embalo-a com meu manto para que não se sinta tão desprotegida.
Observo-a ali tão pequenina…
Coloco-a para ninar cantando uma canção antiga .
E peço em oração um futuro para sua vida.
Rodada 55
Texto: Glaucia Fortes
Imagem: Fernanda Lefevre