Anda
Dama
Arranca a colcha
Da
Cama
Deita dama
Esparrama
O languido corpo
Pela lamina do mapa (lençol)
No que você deita
Um outro apartamento (pensou)
Te bisbilhotando pela janela
Não ainda te levanta
O sol irá se pôr
E a noite virá como uma cancela
Feroz desmaterializando o quarto do
Suas roupas estão soltas no portão pelo (mordomo)
Seu gato irá à procura do rato no porão
E depois de uma noite bem chancelada
Pois teu sono foste como um emplastro de pinceladas
Na tela da sua consciência.
Rodada 55
Texto: Fernando Andrade
Imagem: Magali Rios