Não me chame doçura,
baby,
não me peça afagos e carícias,
não me diga que a lua está amarela,
nem que brisa na nuca é delícia.
Não suspire os seus açúcares,
não me chame quindim ou jujuba,
não proponha dormir de conchinha
nem quero o melado de sua juba.
Não me suponha sua gueixa
para uma morna massagem
e evite os superlativos:
o mínimo é a mensagem,
seca, simples, essencial:
o gesto que seja exato,
o olhar, matemático,
e a palavra, direta como um ato.
Rodada 40
Imagem: Letícia Hasselmann
Poema: Guilherme Preger
Adorei o Post, Parabéns!!!
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