Luxo, Calma e Volúpia
para qualquer incúria
relaxar e permanece
longe a cruz da prece
do seco, do goro, do estéril.
Vicejar é sempre mistério,
silenciar é uma luta,
e à vista de uma gruta
cala-se a nudez das nuvens
e na relva repousam jovens
os membros em circuito.
Para que tanto tumulto?
Há paz no lado interior
mais profundo, com ou sem dor,
mais espesso, mais úmido,
que propicia o túmido
vaguear entre os vales,
ali não há mais quem fale
quem negue ou recue,
só um ímpeto que flui
empurra, puxa, impele,
palma a palma, pêlo com pele,
ir adentro, enevoado recôndito
púbis, lábios e o não dito.
Rodada 38
Imagem: Maria Matina
Poema: Guilherme Preger
Adorei o Post, Parabéns!!!
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