Asas suaves
Pelos no corpo
Caminho torto
Queda livre no ar.
Baque soturno
Pecado diurno
Sou feito um gatuno
Para te furtar.
Liberdade distante
Voo raro e rasante
Fuga desabalada
Rasgando o ar.
Pouso forçado
Tapa na cara
Ferrão afiado
Para te ferrar.
Beijo final
Face do mal
Caminho de terra
Não vou trilhar.
Pega o spray
Eu te esperei
Mas não fico aqui
Para te ver passar.
Caminho atrevido
Zumbido no ouvido
Vinte e quatro horas
Para te azucrinar.
Livre do asco
Serás meu carrasco
Bate com força
Me tira do ar.
Sou fera vencida
De mal com a vida
Sua mão atrevida
Não me fez parar.
Surto no campo
Seque seu pranto
Não freie o encanto
De me assassinar.
Rodada 26
Fotografia: Paulo de Resende
Poema: Maria Emilia Algebaile
A imagem é fantástica! Lindíssima e muito inspiradora. E a Maia Emília soube fazer um texto captando as possibilidades imprevisíveis da imagem! Adorei!
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Adorei o Post, Parabéns!!!
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