uma linha que vai
e se perde, uma linha
atravessa rasante
o fundo que se esquadrinha
distante. o horizonte
não é longe o bastante.
ao alcance da mão
esta linha é o que leva
como um barbante;
é o que sustém
como um corrimão;
ou é o que traz, não obstante,
o horizonte para dentro,
como uma fonte
de espectro cambiante.
afinal é uma ponte
entre o que é infinito
e o que é semelhante
por ser tão próximo.
é sombra ou é luz,
é ocaso ou acaso,
ilude ou seduz,
se o que parece infindo
não é imenso o bastante?
Rodada 19
Texto: Guilherme Preger
Imagem: Pilar Domingo
Tem um ritmo incrível essa poesia do Preger. É muito bem construída, dá pra ver que as palavras forma lapidadas paulatinamente, mostrando que sempre se pode ir além.Um abraço,Igor
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Linda essa imagem! As cores estão intensamente fantásticas, dá vontade de mergulhar na foto.\”o horizonte para dentro como uma fonte de espectro cambiante\” foi de tirar o fôlego.Muito bom, Guilherme!
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Lindo! estão ambos de super parabéns, concordo com a Ana entra a poesia e a imagem temos o desejo de mergulhar nesse horizonte e nos enredarmos neste barbante distante.Parabéns
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Adorei o Post, Parabéns!!!
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