Não é om, é tum. Repetidas vezes. O som primordial é este que está guardado em uma caixa de caber fogos de artifício. Ora estouros sucessivos, ora intervalos que mais parecem carretéis de lã. O barulho que dispara é o mesmo que diz pára, é o mesmo que vai para onde eu nem sempre consigo fotografar com uma palavra. O seu é tão metálico, que eu espero que não seja irreversível de doçura. Na tentativa de compreender seu ritmo, trago agora comigo uma mala cheia de ferramentas. Silêncio para que eu ouça. Não fala que eu te ausculto.
Rodada 14
Música: Gilson Beck
Texto: Ilana Reznik
nossa q texto fantástico da ilana, fotografando com \”palavras\” a impossível música metálica do gilson. não há uma palavra q se perca nesse poema-prosa q, como o som beckiano, é cheio de sonoridades duras, menos para se ler do q para se auscultar. é isso o melhor do clp, inventar algo novo, difícil, surpreendente. valeu para ambos,grande trabalho.
CurtirCurtir
muito bom, gostei, texto sonoridades…
CurtirCurtir