Sou vento, sou pedra, sou o que quero…

Quando escrevo coloco o mundo sob a ponta do lápis;
Rabisco amores, apago dores
Sopro a fuligem dos desertos
Viro a página quando me encho de palavras

Não há nada mais profundo do que uma folha em branco;
Nada mais amplo, nada mais quieto
Ouça o vento curvando-se nas pedras
Às vezes sou esse vento
Às vezes eu sou a pedra.

Rodada 06 Invertida

Texto: Alberto de Lima
Imagem: Rudy Trindade

5 comentários

  1. O xará está certo… A foto de Rudy parece uma pinture de tão bela. Parabéns, mestre!Parabéns também ao Alberto, de quem sou fã das poesias dele.Estou respondendo aos poucos, com atraso! 😉

    Curtir

Deixe um comentário