de dentro da mente
a voz renitente
trazia a meu lado
destino traçado
que se manifesta
podando as arestas
palavras sem cor
pro lado que for
alguém escreveu
e sei, não fui eu
a tal segurança
quando a vida cansa
mas traz a tormenta
se retroalimenta
de dentro da mente
a voz renitente
alguém escreveu
e sei, não fui eu
Rodada 02
Imagem: Marcelo Damm
Texto: André Calazans
O processo de libertação é árduo, requer um despir-se para si mesmo, um encontro com suas vísceras, um desgaste e um embate com a voz renitente da cultura, uma escritura da qual não participamos, como se diz em \”Contos Avessos\”.Parabéns aos dois por este post angustiantes e visceral.
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Boquiaberto com o desenho, quase desacordado com o texto. Que obra conjunta. Parabéns aos dois, de verdade. Vou lavar meu rosto com água gelada pra ver se consigo prosseguir no dia.
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Tapa na cara. Com todos os dedos. E as unhas, pois é tapa para doer mesmo.Termina a Segunda Rodada de forma excepcional. Isso é uma obra fantástica, é arte. É desenho que instiga o leitor a olhá-lo mais e mais, é poesia que instiga o leitor a recitá-lo.Muito bom. Muito bom mesmo.
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André, me sinto honrado por ter contribuído pra essa poesia tão visceral. Parabéns mesmo!!!
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Que dupla concepção fabulosa, densa e impactante! Um verdadeiro presente.
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Dupla perfeita, arte escrita e arte desenhada de forma profunda , ambos se completam no objetivo de expressar algo inexplicável, que apenas é e existe.Parabéns, me considero presenteada com essa obra!
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